INFORMAÇÕES
ADICIONAIS
Dois
outros insetos muito encontrados nos ambientes domésticos,
as traças e as tesourinhas representam alvos
secundários, mas não de menor importância.
As traças ( Tineola bisselielia, Tinea pelioneila,
Trichophaga tapetzella e outras ) têm metamorfose
completa e os adultos são incapazes de se
alimentar; o que acontece sómente na fase
larval danificando seriamente roupas e outros têxteis
à base de lã e pelos naturais, isto
é, produtos que contenham a proteína
queratina.
Podem
acidentalmente danificar roupas de tecidos sintético
ou de fibras vegetais, quando estiverem impregnadas
de óleos do couro cabeludo, suor, urina,
cerveja, suco de tomate, leite ou refrigerantes;
alimentos necessários ao desenvolvimento
das formas larvárias da traça. A fase
adulta é alada e a forma mais comumente observada
são as pupas, pequenos casulos prateados
que estão geralmente pendurados por uma das
extremidades, no interior dos guarda-roupas e armários
ou nos tetos e paredes.
As
tesourinhas (Lepisma saccharina, Ctenolepisma quadriseriata,
Ctenolepisma longicaudata, Thermobia doméstica
e outras), possuem corpos semelhantes: longos, achatados,
segmentados, mais largos no tórax afinando
para trás, antenas finas e dois ou três
apêndices na extremidade traseira, lembrando
as lâminas das tesouras, daí resultando
e nome popular que recebem. Não possuem asas
e desenvolvem-se por metamorfose gradual: os jovens
tem formas praticamente iguais às dos adultos.
Podem
ser encontradas em qualquer ponto da casa, próximas
a alimentos (qualquer substância que contenha
proteínas e carboidratos como: papel, algodão,
açúcar, cola, insetos mortos, pastas,
algumas fibras semi-sintéticas, aveia, farinha
de trigo carne seca etc). As tesourinhas são
consideradas mais como insetos incómodos
do que daninhos. Pertence a ordem Dermaptera (Derma
= pele 1 Ptera = asa) e composta de três subordens:
Subodem Arixenima, Subordem Hemimerina e Subordem
Forficulina. As tesourinhas são insetos pequenos,
cabeça livre, horizontal; aparelho bucal
mastigador, antenas filiformes; de hábitos
noturnos, têm cerca de 1500 espécies;
é da família forciculidae e a espécie
mais comum no Brasil é a Doru lineare.